Por que transição de carreira é tão difícil?

Somos afetados por mudanças diariamente, muitas vezes são sutis e nem notamos. Até que num dado momento da carreira ou da vida somos ‘obrigados’ a mudar: mudança de emprego, mudança de chefe, mudança de cidade, perda de um parente querido, nascimento de um filho e assim por diante. A lista é imensa e sempre há um impacto emocional em toda mudança, o fato de não admitirmos isso, não nos impedirá de sentir esse impacto.

A boa notícia é que o período de transição que envolve todo processo de mudança, apesar de difícil e, muitas vezes doloroso, pode ser um grande aliado para a maturidade pessoal e profissional. Tudo vai depender de como compreendemos (e admitimos) os efeitos psicológicos que as transições nos causam.

Isso não é uma tarefa simples, mas é possível. Segundo o autor americano, William Brigdes, para assimilar e lidar melhor com esse impacto psicológico da transição, deve-se compreender que ela engloba três momentos:

  1. A conclusão, ou fim da situação ou fase anterior. Definir honestamente o que não faz mais sentido na vida profissional e assumir sua parcela de responsabilidade nas escolhas feitas até então.
  2. A transição em si, do “velho” para o “novo”, que Bridges chama de zona neutra: pois as vivências e experiências antigas já ficaram para trás, mas as “novas” ainda não aconteceram. Essa é a fase mais difícil pois significa conviver com situações em aberto: dúvidas sobre escolhas, sobre perdas e ganhos e, principalmente, assumir os riscos e consequências que toda decisão implica.
  3. O reinício, só é bem sucedido se os sentimentos experimentados na zona neutra forem bem ‘acolhidos emocionalmente’ e devidamente compreendidos. Quando as etapas anteriores são bem feitas, o reinício traz uma sensação de liberdade e renovação.

É importante compreender que, por mais rápidas que as mudanças possam acontecer, a transição é uma reorganização psicológica interna e, portanto não ocorre da noite para o dia. Trata-se de um processo individual, que pode sim ter ajuda de um profissional da área, mas o ritmo pessoal de cada um deve ser considerado para não atropelar o processo de mudança e poder traçar estratégias mais eficazes e conscientes.

2019-08-09T11:31:20-03:00

Deixar Um Comentário